segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GIRO PELO VALE - Minas Novas em Luto: Morre o Historiador Álvaro Freire

O vale do Jequitinhonha e Minas Novas está em luto,  fez a sua passagem espiritual, Álvaro Pinheiro Freire, talentoso músico e exímio historiador das tradições culturais de Minas Novas e do Vale do Jequitinhonha. Vai se o homem, fica sua História. 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

GIRO PELO VALE - Cultura de Itinga e do Vale em luto

 Faleceu ontem e foi sepultado hoje, o Mestre da Folia de Reis de " São Sebastião" do Distrito de Taquaral de Minas, na cidade de Itinga, " Seu Leolino Esteves, conhecido como seu Lió,  fez sua passagem terrestre aos 78 anos. Alem de Mestre da Folia de Reis, foi um grande ativista politico, participou de movimento políticos importantes para a consolidação da politica democrática  de Itinga, foi outrora um dos fundadores do PT - Partido dos Trabalhadores de Itinga. foi ativista da CEB - comunidades Eclesias de base e ajudou a fortalecer a sua comunidade e outras comunidades do município. em 2006 participou ativamente do resgate cultural das Folias de Reis de Itinga no qual teve a frente a FAOP - Fundação de Artes de Ouro Preto. Simbolicamente teve o reconhecimento de Mestre da Folia de Reis " de São Sebastião" . A Folia de Reis era uma de suas paixões.

Que Santos Reis o conduza aos braças do pai.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

GIRO PELO VALE - Cultura do Vale em Luto


E com imenso pesar que comunicamos o falecimento de um dos Integrantes do Grupo Consciência Negra Fé e Resgate da cidade de Jenipapo de Minas, Nilo Soares Cardoso, conhecido mais por "Senhor Nilo". ele tinha 65 anos. Para o grupo uma perca irreparável tendo em vista que este era um dos pilares do grupo, para a família fará falta o exemplo do homem simples e honrado, para a cultura do Vale, de Minas e do Brasil uma lacuna enorme, mas um baluarte dos que defendiam a cultura popular que agora irá fazer cantoria no céu.

Que nossa Senhora do Rosário e Pai Joaquim o conduza aos braços do pai.

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domingo, 27 de agosto de 2017

GIRO PELO VALE: 2º Festival Cultural de Itaporé

Dias 02 e 03 de setembro, tem o 2º Festival Cultural de Itaporé, com shows, noite literária, mostra de oficinas , artesanato, Cultura popular e  rua de lazer,

terça-feira, 15 de agosto de 2017

GIRO PELO VALE - 7ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas

Vocês não podem perder a tradicional mostra cultural de Jenipapo de Minas/MG, o evento ja faz parte do calendário cultural da cidade e  do vale do Jequitinhonha, terá Shows, Mostra de Cultura Popular, Mostra de Oficinas e Noite Literária. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

GIRO PELO VALE - Festa de São Pedro em Felisburgo/MG

A cidade de Felisburgo no vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, realiza nos dia 30 de Junho e 1º de Julho, um dos maiores arraiá da região , a Festa de São Pedro, com Casamento da roça, Concurso de quadrilha, comidas tipicas e muito show de forró.



quarta-feira, 14 de junho de 2017

MEMÓRIA CULTURAL: Chapada do Norte, uma cidade Quilombo


Foto Internet
Chapada do Norte situada no Alto-médio Vale do Jequitinhonha,nordeste de Minas, tem em sua história a marca do  colonizador o bandeirante paulista , Sebastião Leme do Prado , devido a descoberta e exploração de ouro à margem do rio Capivari, por volta de 1728, mas quando começa a decadência das lavras de Minas Novas, por volta do ano 1743, faltou víveres para a alimentação dos habitantes da região,e a escassez de comida atingiu com mais intensidade os escravos que, além da falta de alimentação recebia maus tratos e castigos dos capitães do mato. Por esse motivo, grande parte deles fugiram, formando Quilombos nos lugares denominados Macuco, Bandeirinha e Bandeira Grande. A perseguição a esses escravos foi constante, então eles se afugentaram para as bandas do rio Capivari, num local assentado na ponta de um espigão bem próximo ao rio.
Ali encontraram grande quantidade de ouro e a partir dai fundaram a primitiva povoação de Santa Cruz da Chapada, foi ela extinta e posteriormente restaurada em 1850.
Subordinada a capitania da Bahia, administrativamente e militarmente desde 1729, passa mais tarde a integrar o território de Minas Gerais, devido aos problemas gerados pelas extrações diamantíferas. Com a ocupação da terra pelos escravos, o povoado cresceu rapidamente e ainda hoje a maioria de seus habitantes são negros.
A explanação histórica deste município, serve para  mostrar que os quilombos surgiram como forma de resistência contra a escravidão, e a escolha por lugares de topos, colinas e matas fechadas, era a forma estratégica para  dificultar o acesso dos homens que saiam  pela captura dos negros .
Aprofundando quanto o significado da palavras  “quilombo”, esta deriva dos povos  de língua bantu, provenientes  de Angola e do Congo, mas existiam também  outros  como os Lundas, Ovibundu,, Mbundu, Imgbala,Kongo e muitos que ainda desconhecemos.
Esses povos viviam em  comunidades, num tipo de organização coletivista, governados por chefes de linhagens ou seja entre famílias e por um rei , geralmente o guerreiro desta linhagem, sendo comuns  as lutas para saber quem era o mais forte, sabe-se que havia dois grupos de guerreiros na África: Os Jagas ou imbangalas de Angola e  os Lundas do Congo  e justamente  das técnicas destas lutas os negros se serviram para a organização dos quilombos no Brasil.
Tratar o tema de quilombos atualmente há infindáveis caminhos que estamos aprendendo a recontar, pois o domínio e opressão prevalece até os tempos atuais e em suas múltiplas facetas, mas  justamente a prática coletivista em que aprenderam com seus ancestrais ainda permanecem, e, assim nasce  do anseio de apresentar e contar a história omitida e deturpada do negro no Brasil.
A COQUIVALE- Comissão das Comunidades quilombolas do vale do Jequitinhonha, vêm se reunindo, dialogando, na busca  pelos direitos e por uma  política justa e digna aos negros. Entre um encontro e outro, depara-se com situações que só confirmam a existência e a permanência dos valores ancestrais, além da cor, do biótipo, há ainda a culinária, pois conhecemos nacionalmente os costumes dos negros,  mas veja  que em Chapada do Norte  há quitutes que são conhecidos por “Cabo do machado”ou “bolo de fubá” , uma espécie de pamonha, feito a base de milho, assada em forno tradicional (feito de barro, em formato ovalado, em cima de um girau) enrolado em palha de bananeira, em outros lugares do Vale do Jequitinhonha , a mesma apresenta-se como pamonha cozida e enrolada em palha de milho, mas em Chapada conserva-se a tradição de ser encontrada na feira livre da cidade,  servida e ofertada em cesto de tapeçaria de taquara.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

CONHECENDO O JEQUI - Igreja de São Roque

Foto: Internet
A igreja de São Roque está situada no centro do Comércio Velho, na cidade de Itaobim/MG em terreno plano, o entorno é composto de edificações residenciais  simples de apenas um pavimento, sendo a maioria de adobe com telhado em telhas  curva em cerâmica, tipo capa e bica, produzidas  na própria região, a divisão das propriedades são feitas através de cercas  de arame farpado e varas retiradas nos arredores do lugar.  Do largo da Igreja é possível avistar a Serra que dá passagem para  o Povoado de Pedra Grande e ainda as serras que dão acesso a cidade de Jequitinhonha, os bairros: São Cristóvão,Esperança, Vila Nova, Alvorada,Vila Rica,Guadalupe , também  o Córrego São Roque e o Rio Jequitinhonha. O bairro possui arborização principalmente nos quintais das residências com predominância de árvores frutíferas.
Presume-se que sua edificação ocorreu no final do séc. XIX , com a chegada dos primeiros habitantes ao vilarejo influenciados pelas missões religiosas do processo ultramontano da Igreja Católica, que ocorreu nesse período, na tentativa de se fortalecer institucionalmente. Segundo a senhora Eva Alves Costa (84 anos), foi sua bisavó, a senhora Antoninha Gil, quem doou as terras para o santo, São Roque, para que fossem construídos esta igreja e o cemitério.  Aos poucos o casario foi crescendo no seu entorno e tornou se o centro do lugarejo.  As enchentes que aconteceram no rio Jequitinhonha foram determinantes na historia local, o que também afetou a historia da igreja. Com a enchente de 1919 a estrutura da igreja nada sofreu, mas já em 1928, foi bem diferente, a parte da frente sofreu sérios danos e com a enchente de 1979, parte frontal desaba. Segundo os relatos de moradores, a igreja sofreu apenas uma intervenção após a enchente de 1979, parte de sua nave foi demolida e com isso a igreja diminuiu em seu tamanho original, descaracterizando sua fachada frontal, e, também foi  colocado uma camada de cimento por cima do ladrilho de barro original.
 A igreja mostra linhas arquitetônicas ligadas ao colonial mineiro, define  seus espaços por partido de forma retangular correspondente a duas seções:uma correspondente à nave que se alarga nos flancos da fachada principal e outra pela capela-mor.A nave  está separada do altar mor através de uma escada de madeira fixada à parede deste.
 Tem se pelas laterais duas sacristias cujo piso mantêm-se em sua originalidade em ladrilho de barro. O piso da nave e da capela-mor apresenta-se em cimento natado. O sistema construtivo mostra-se em estrutura autônoma de madeira, embasamento de pedra e vedação em alvenaria de adobe sendo que a fachada da frente por  tijolos de alvenaria. Possui portas e janelas alinhadas do tipo campas com enquadramento em madeira e vergas retas. O acesso principal à igreja é feito por uma porta em verga vedada por duas folhas de madeira, seguida de  um arco  com vedação em tijolo  reboco,.seguindo o eixo da porta principal tem-se a distribuição de  duas janelas de abrir pela lateral direita ,  pela lateral esquerda e aos fundos, os acessos secundários são feitos por duas  portas de abrir sendo uma  pela  lateral direita e outra pela esquerda, todas  de  madeira em verga reta ,pintadas em cor verde . A cobertura faz-se em duas águas, do tipo cangalha,com telhas de barro tipo capa e bica apresentando cumeeira paralela e beiral em galbo nas laterais.
A Igreja de São Roque é tombada pelo patrimônio cultural a nível municipal

Pesquisa: Jô Pinto, para processo de tombamento da Igreja

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

MEMÓRIA CULTURAL - Registro da Obra e Arte do Mestre Ulisses Mendes

PATRIMÔNIO IMATERIAL
Registro da Obra e Arte do Mestre Ulisses Mendes
Foto: www.facebook.com/ulisses.mendes.121?fref=ts

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 216, define seu  patrimônio  cultural brasileiro  os bens  de natureza  material e imaterial, tomados  individualmente ou  em conjunto, portadores de  referências à identidade à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se incluem as formas de expressão; os modos de criar; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; além de conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os bens culturais imateriais estão relacionados aos saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, ao modo de ser das pessoas. Desta forma podem ser considerados bens imateriais: conhecimentos enraizados no cotidiano das comunidades; manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; rituais e festas que marcam a vivência coletiva da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; além de mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e se reproduzem práticas culturais.
Tomando consciência da importância do Mestre artesão Ulisses Mendes, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Itinga, de posse as suas atribuições legais, conjuntamente com a prefeitura Municipal através de seu órgão competente realizou o seu primeiro  Registro, com o objetivo de valorizar um dos artesãos que têm propagado sua arte  e assim  divulgando a cidade por todos os lugares por onde realiza oficinas, expõe suas peças ou  fala sobre a região. O mestre Ulisses Mendes, se tornou um referencia em esculturas feitas em Argila, tem suas obras espalhadas em museus, coleções particulares e públicas, no Brasil e no mundo, ministra oficinas em todo território brasileiro, sendo considerado um dos grande nesse ofício.
Mestre Ulisses Mendes
O artesão Ulisses Mendes, casado, pai de quatro filhos e dois netos, nascido em onze de fevereiro de 1955, na cidade de Itinga, filho de lavrador, que trabalhava duro na roça, fazia tijolo, pescava, garimpava e sua mãe produzia  utensílios domésticos como potes, panelas, vasos dos mais variados formatos e  vendiam na feira semanalmente. Desde sua infância lidou com  a arte do barro, seus parentes faziam potes, panelas e outros utensílios domésticos para vender  na feira, toda semana, assim  ele foi adquirindo gosto e afeição de tanto observar, se arriscava  a fazer brinquedos de barro para  seu divertimento. O ofício de artesão é uma prática constituída geralmente na região, principalmente entre os núcleos familiares ou em comunidade, perpassadas  por gerações, que se incumbem de transmiti-la  através dos griôs  e dotados de tal habilidade.No caso de Ulisses Mendes, aprendeu o ofício de trabalhar o barro com sua mãe, parentes e vizinhança  que fazia artesanato para vender na feira.
Seguindo a rota dos homens desta região, Ulisses Mendes também experimenta a vida em são Paulo.

No seu retorno  de férias em 1979, presenciou, catástrofe que arrasou, destruiu casas ribeirinhas, uma enchente que deixou rastro de muitas perdas, tristezas e doenças, foi aí que  ele resolveu  recriar aquele cenário de casas destruídas, caídas, envergadas e desta forma  inicia-se  as primeiras encomendas, vindas de Araçuaí, Itaobim, Jequitinhonha e outros lugares,  trazendo-lhe boa repercussão e referência quanto ao trabalho que fazia, pois muitos o  consideravam  preguiçoso e outras brincadeiras  pejorativas, eram proferidas, mas isso também serviu de resistência, seguiu fazendo suas peças, até que decide fazer personagens do seu dia-a-dia como “Seu Durvalino”, “Caçador”, “Lavrador” e outros. Sua primeira aparição em público como artesão, aconteceu numa exposição de artesanato do Vale do Jequitinhonha em Belo Horizonte,  como representante da Associação dos Artesãos de Araçuaí, pois Itinga não havia tal organização, foi convidado a dar entrevista na televisão, e isso  repercutiu no Vale do Jequitinhonha, que ao retornar pessoas passaram a visitas sua casa, viajantes, lojistas, gente de várias partes do país e assim foi aperfeiçoando sua  arte voltado para a crítica social  e assim  cria mulheres  com crianças no colo, crucificadas, lavadeiras, retirantes, gosta de revelar também os costumes, alegrias, cativeiros, pessoas típicas do Vale do Jequitinhonha. 

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