sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sistema de cotas raciais é constitucional, diz STF




Os votos dados ainda podem ser mudados, mas o resultado é considerado praticamente certo


JOSÉ CRUZ / ABR
STF citas raciais
STF julga o caso da UnB, a primeira universidade federal a instituir o sistema, em 2004


BRASÍLIA – A reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais foi considerado constitucional pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cezar Peluso foi o sexto a votar favoravelmente e, com isso, garantiu a legalidade do sistema de cotas nas universidades públicas.

“Não posso deixar de concordar com o relator que a ideia (cota racial) é adequada, necessária, tem peso suficiente para justificar as restrições que traz a certos direitos de outras etnias. Mas é um experimento que o Estado brasileiro está fazendo e que pode ser controlado e aperfeiçoado”, disse Peluso.

Além dele, os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa se posicionaram pela constitucionalidade do sistema. Mais quatro ministros ainda irão votar – Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Melo e Carlos Ayres Britto. Os votos já dados ainda podem ser mudados enquanto não for concluído o julgamento, entretanto, o resultado é considerado praticamente certo.

O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União posicionou-se a favor da reserva de vagas. Por isso, dos 11 ministros, somente dez participam do julgamento.

Para o partido Democratas (DEM), autor da ação que questiona as cotas raciais para ingresso na Universidade de Brasília (UnB), esse tipo de política de ação afirmativa viola diversos preceitos fundamentais garantidos na Constituição.

A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva 20% das vagas a candidatos que se autodeclaram negros (pretos e pardos)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia do Índio?!!!!!!!

O que (não) fazer no Dia do Índio

O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.


Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.

Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br

Foto: Índios Borun, também conhecidos como Botocudos - http://www.fiocruz.br

sexta-feira, 13 de abril de 2012

13ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG

UFMG promove a 13ª edição da Feira que se tornou um espaço aberto para
os artesãos e a cultura do Vale na capital mineira.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha chega à sua 13ª edição este ano. De
07 a 12 de maio, a UFMG através do projeto Artesanato Cooperativo promove um
espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do
Vale do Jequitinhonha.

O evento vai trazer vários artesãos que vão mostrar um pouco de toda a riqueza e diversidade das produções artísticas da região. Além disso, a programação da Feira também contará com apresentações musicais, teatrais e solenidade em homenagem a duas Mestras artesãs de grande importância para o artesanato do Vale.


Breve história do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Localizado na região nordeste de Minas, o Vale do Jequitinhonha é integrado por
cerca de 80 municípios e sua característica mais marcante é a riqueza cultural. O
teatro de rua, os grupos de reisado, corais e contadores de histórias são encontrados
por todo o Vale, alguns já são conhecidos Brasil a fora e no exterior. Outra arte bem
tradicional da região vem conquistando o gosto de brasileiros das grandes cidades,
bem como o de europeus e até japoneses, é o artesanato.

O artesanato do Vale tem sua origem no trabalho
de mulheres humildes que manufaturavam peças
utilitárias, em sua maioria panelas, para ajudar no
sustento da casa. As técnicas foram passadas de
geração em geração e assim foram se
aperfeiçoando. Além das panelas, eram fabricadas
moringas, travessas, potes e pratos, todas essas
peças tinham como principal matéria-prima o barro.
Com o passar do tempo as “paneleiras” foram
dominando outras técnicas, incorporando outras
matérias-primas a seus produtos e passaram a
confeccionar também, peças decorativas e
brinquedos, como bonecas, animais, flores e
presépios. A produção artesanal foi tomando
formas e traços bem específicos na região, o que
conferiu ao artesanato do Jequitinhonha
características únicas.


Em 1978, a criação da Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha
(CODEVALE) permitiu significativa transformação na realidade dos artesãos. A
entidade recolhia peças de vários artistas e revendia na capital mineira. Hoje esse
artesanato é exportado para diversas capitais brasileiras e conquistou a admiração do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta Dilma Rousseff. Essas
obras de arte já alcançaram reconhecimento internacional.

Atualmente, além da cerâmica, a produção artesanal é composta por peças em palha,
bambu, madeira e algodão, entre outras. Alguns municípios se destacam pela
produção artística em argila, outros na tecelagem, bordados em ponto cruz, arraiolos,
flores e bonecas de palha de milho, cestarias e trançados com materiais variados.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha é uma excelente oportunidade para
conhecer essas e outras produções. Difícil é não se render à sensibilidade impressa
nessas obras.

As homenageadas

Em 2012 a Feira de Artesanato do
Vale do Jequitinhonha homenageia
duas artesãs que desenvolveram
técnicas e estilos próprios e
ensinaram muita gente a fazer arte
no Vale.


A Mestra Dona Isabel, de Ponto dos
Volantes, foi homenageada de Dilma na abertura da exposição “Mulheres, Artistas e
Brasileiras – Produção do Século 20”, no ano passado. A inclusão das bonecas de
cerâmica de Dona Isabel na exposição foi um pedido especial da presidenta.

A Mestra Dona Pretinha, da cidade de Itaobim, é uma senhora miúda e centenária,
mas tão ativa quanto seus jovens aprendizes. Em seus 106 anos ela já ensinou muita
gente no Vale a fazer esteira e deixou sua marca na história da cultura regional.

Serviço

Além de organizar a Feira, o Projeto Artesanato Cooperativo, integrado ao Programa
Polo Jequitinhonha incentiva a produção artesanal do Vale e o fortalecimento do
associativismo na região.
Todo ano a Feira de Artesanato traz novas peças, se você já conhece venha ver as
novidades. Mas se você ainda não conhece a riqueza cultural da região, não perca a
oportunidade e venha conferir a programação!


A Feira

Data: 07 a 12 de maio de 2012

Local: Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha

Contatos:

Projeto Artesanato Cooperativo:

(31) 3409-5511 / projetos@dac.ufmg.br - Terezinha Furiati, Naiane Mendes e Renata Delgado

Suporte de Comunicação do Programa Polo Jequitinhonha:

(31) 3409-4067 / polojequitinhonhaufmg@gmail.com – Eveline Xavier

Foto: Internet

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tá chegando as Eleições!?

Ano de Eleição: Tempo de mudanças, principalmente de postura

Publicado: abril 5, 2012 em Uncategorized

2012: Ano das eleições municipais que elegerão os futuros governantes dos municípios nos próximos quatro anos. Tempo de debates, plenárias populares, planos de governos bem elaborados e discussões sadias de propostas da melhoria da qualidade de vida da população??? Deveria. Mas está bem longe disto.
Mas este discurso de políticos ladrões, falatórios falsos e promessas, na minha visão apesar de verdadeiro, começa a ficar repetitivo e ultrapassado. Vamos olhar para outro ponto: De que forma o brasileiro encara uma eleição?
A época em que senso crítico e poder de debate dos brasileiros deveriam aguçar, se torna a temporada dos discursos vazios, das brigas sem fundamentos, das mentes pequenas e dos olhos com cabrestos. O termo “Política” tem sido visto como algo sujo, que já traz a corrupção, impregnada em si. E partindo deste ponto, muitos tecem o discurso: “Tanto faz em quem eu irei votar. Se iram roubar do mesmo jeito, que diferença faz?”. Daí nasce o voto comprado, o voto no amigo, o voto no parente. Todos estes responsáveis pela educação precária, saúde insuficiente e tantos outros problemas.
Será mesmo normal? Trabalhar exaustivamente, dá parte do fruto deste trabalho pro governo e aceitar facilmente que alguém se apodere disso de forma ilícita sob um ar condicionador? Parece-me um tanto quanto ignorante, para um país que se diz em constante evolução.
A corrupção existe nos logradouros públicos. Isso é fato. Mas a força impulsora para que isso continue, com certeza é “o tanto faz” de muitos brasileiros na hora da eleição. “Não se pode escolher qualquer namorado, e esperar a qualquer custo um bom marido”. A mudança de um país, passa antes de tudo pela transformação de mentalidade de um povo. Isso vale para nossa cidade. Isso vale para nossa região.
Novamente repito. 2012 está aí, trazendo consigo as eleições. Se realmente você acredita que a eleição não vai mudar muito coisa, então não espere que o país mude, como que num passe de mágica.
Longe de nomes, símbolos e partidos, uma coisa nos parece óbvia: Uma revolução começa antes de tudo, dentro de nós mesmos.

domingo, 1 de abril de 2012

Centenário de nascimento de Mario Versiani Gusmão


Mario Versiani Gusmão, nasceu no dia 02 de abril de 1912, em Itinga , filho de José Gusmão e Ana Versiani Gusmão, aprendeu as primeiras lições com a mestra Izidora Trindade, estudou no colégio Sagrado Coração de Jesus em Itinga e no colégio São José em Araçuaí.

Em 1944 Mario Gusmão foi indicado pelo seu primo Precillo Gusmão então prefeito para ocupar o cargo de delegado de policia, era agro-pecuarista, de orientação católica, foi membro da conferencia São Vicente de Paulo, nesta instituição exerceu o cargo de Presidente e secretario.

Foi um grande articulador político, elegeu – se Vereador por seis mandatos consecutivos de 47 – 50, 51 – 54, 55 – 58, 59 – 62, 63 – 66, 67 – 70, um recorde até hoje não quebrado na legislatura de Itinga.

Em 1970 é escolhido por consenso ( não houve disputa política) pelos políticos locais para administrar o município de 1971 a 1972. Mario Versiani Gusmão, sempre foi um grande orador e um grande pesquisador, registrava acontecimentos de sua família e do município de Itinga.

Em 1992 participa com Luiz Inácio Lula da Silva da colocação da pedra fundamental na construção do Hospital Santa Edwirgens, sempre foi o conselheiro de muitos políticos,

Falece em 2001,deixando uma lacuna na historia política e social do município.


Texto: Livro "Memorias de Itinga" de Jô Pinto

Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Itinga