terça-feira, 31 de dezembro de 2013

70 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLITICA DE ITINGA

Antes de completar 70 anos de emancipação política, nossa querida Itinga começou a ser povoada a mais 250 anos atrás, e há 203 anos foi oficialmente fundada como o nome de Arraial da Barra do Rio Itinga, quantas histórias ocorridas, sonhos plantados, alguns realizados outros ficaram no meio do caminho, ergueram- se casas, abriram-se ruas, criou-se empresas, comercio alguns prosperaram outros nem tanto, e sua população cresceu, e a cidade também, vieram outras famílias, outros nomes, novos sonhos, novas realizações, pertenceu a outros municípios, mas a liberdade é algo que todos queremos e assim Itinga também conseguiu sua liberdade política no dia 31 de dezembro de 1943. E hoje estamos aqui comemorando estes 70 anos de emancipação, sabemos que hoje temos um lugar para chamar de lar, muitos sonhos foram realizados e outros ainda estão por ser realizados, mas Itinga continua sempre de portas abertas para dar carinho aos filhos presentes, para receber sempre os filhos ausentes e acolher os vários filhos de outros lugar que a adotou como lar. Parabéns Terra das Águas Brancas. Dados Históricos O nome ITINGA é uma palavra de origem indígena, e significa “Água Branca ou Rio Branco”; ITI – água ou rio, NGA – Branca, o nome era usado pelos índios para denominar o rio em cujas margens a cidade nasceu. Os primeiros nomes do município foram: Barra do Rio Itinga Santo Antonio da Barra do Rio Itinga. Tempos Atrás – A presença dos índios Borun (botocudos) e outras tribos 1553 – Francisco Bruzza Espinosa, Padre João Aspilcueta Navarro, Fernando Tourinho e outros bandeirantes desbravaram esta região até a cabeceira do rio Araçuaí a procura de ouro e pedras preciosas. Esta expedição ficou conhecida como Bruzza – Navarro. 1735 – São doadas Sessões de sesmarias a família Murta abrangendo as terras onde ergue o município de Itinga. 1757 – O município de Minas Novas foi integrado á Minas Gerais, separando – se da comarca de Jacobina e integrando a do Serro e as terras onde hoje se ergue Itinga passa a pertencer a Minas Novas. Final do Século XVIII – Instalam se os primeiros colonos nas margens do rio Itinga e onde é Hoje Pasmado Empedrado. 1804 – A mando do governador da Bahia, o capitão mor João da Silva Santos sobe o rio Jequitinhonha de Belmonte na Bahia até Barra do Pontal (hoje Itira) no município de Araçuaí. 1805 – O capitão mor João da Silva Santos passa pelas terras onde hoje se encontra o município de Itinga. 1810 – No dia 10 /08 chega o capitão Julião Fernandes Leão a mando do príncipe regente Dom João, para criar nas margens do Jequitinhonha ouríferos, diamantíferos e instalar os postos militares conhecidos como Quartéis. 1825 – O capitão João Martiniano fixa residência no Quartel da Água Branca perto do córrego Teixeira onde Hoje é a comunidade de Teixeira no município de Itinga. 1832 – O Arraial Barra do Rio Itinga é elevado à categoria de distrito de paz pela lei nº. 184 pertencendo ao Município de Rio Pardo. 1840 – Pela Resolução Provincial, nº. 167 de 15 de Março o distrito de paz do Arraial Barra do Rio Itinga foi transferido para o município de Minas Novas. 1841 – Os fazendeiros João Batista Lobato e Manoel de Oliveira Castro, doaram uma área em terrenos mais elevados, para transferência do Arraial Barra do Rio Itinga. 1842 – Erguida uma capela no novo terreno, que recebe o nome de capela de Santo Antonio. 1845 – A Igreja Santo Antonio da Barra do Rio Itinga pertencia a Diocese de mariana. 1850 – Toma posse o primeiro vigário, Pe. Anacleto Pereira dos Santos 1854 – Pela lei provincial de Minas Gerais nº. 670 de 29 de Abril, é elevado a Freguesia o arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga. 1871 – Com a elevação de Araçuaí a cidade a vila de Santo Antonio passa a pertencer a esse novo município 1880 – Instalada a fabrica de tecido Pereira Murta e Cia. 1887 – Instalada a Casa da Caridade Pública. 1889 – No dia 30 de Janeiro é instalado o Cartório de Paz e Registro. – Começa a funcionar o colégio sagrado coração de Jesus, instituição particular. 1891 – Pela lei Municipal nº 130 de 14 de setembro A vila de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga é elevada à categoria de distrito administrativo e passa a se chamar apenas Itinga. 1894 – Criada a escola publica municipal de Itinga 1900 – Começam a ser publicados exemplares do jornal o “Itinguense” todo manuscrito. 1906 – Criada a Conferencia São Vicente de Paulo, pelo Pe. Horacio Pereira Leão. 1923 – Pelo advento da lei estadual 843 de 07 de Setembro, Itinga é reconhecida como distrito de Araçuaí 1928 – Uma forte enchente do rio Jequitinhonha, destrói as partes baixas do distrito de Itinga. – A cheia do ribeirão Água Fria, destrói os maquinários da fábrica de tecido, e esta é desativada. 1929 – Presume – se que neste ano chegou o primeiro automóvel no município, um caminhão Ford, conhecido como “casca seca” de propriedade de Manoel da Silva Gusmão. 1930 – Fundado o “Itinga Futebol Club” primeiro time de futebol da cidade 1932 – Itinga vive uma das piores secas de sua história 1938 – Pela lei nº 82 de 25 de Março do Município de Araçuaí são determinados os limites urbanos do distrito de Itinga. 1942 – Criada a comissão pró – emancipação de Itinga. Presidente de Honra – Pe. Carlos Ferreira de Oliveira Santos Presidente – Precillo Versiani Murta Gusmão Primeiro Vice – Presidente – Candido Versiani Murta Terceiro Vice – Presidente – Pedro Dias Rego Primeiro Tesoureiro – José Pinheiro Freire Segundo Tesoureiro – Pedro Pereira Dutra Primeiro Secretario – Jacy Pinheiro Freire Segundo Secretario – Byron Alves Dutra 1943 – Pelo decreto lei nº 1058 de 31 de Dezembro do Estado de Minas Gerais é criado o município de Itinga. 1944 – No dia 1º de Janeiro foi instalado solenemente o município de Itinga, e toma posse seu primeiro prefeito o senhor Precilo Versiani Murta Gusmão 1º delegado de Policia é nomeado Mario Versiani Gusmão 1º Juiz de Paz Candido Versiani Murta. 1947 – Aos 18 dias do mês Dezembro é instalada a primeira Câmara municipal, tendo como seu primeiro presidente o senhor Cândido Versiani Murta. – No dia 31 de Dezembro toma posse o primeiro Prefeito Eleito o Senhor Cristiano Lages. 1955 – Amenaide Evangelista Calilo é a primeira mulher eleita para o cargo de vereadora no município 1969 – Autorizada a instalação da repetidora de televisão Vila Rica. 1973 - é criada a primeira Igreja Evangelica de Itinga a Congregação Cristã do Brasil 1974 – Criada a biblioteca Publica municipal “Izidora da Trindade” - Criados os símbolos municipais 1978 – Pela lei municipal nº 510 de 31 de Janeiro é criada a Escola Municipal de 2º Grau. 1979 – Uma grande cheia do rio Jequitinhonha invade ruas e deixa enumeras famílias desabrigadas. 1996 – No dia 21 de Dezembro é promulgada a lei que cria o município de Ponto dos Volantes. 1998 – Nós dias 22 a 26 de Julho a cidade de Itinga torna-se sede do 18º FESTIVALE. 2003 – No dia 11 de Janeiro Itinga recebe a visita do recém eleito Presidente da republica Luis Inácio Lula da Silva. 2004 – No dia 26 de Março , o presidente Lula retorna a Itinga para a inauguração da ponte sobre o rio Jequitinhonha. 2006 – No dia 26 de julho a Conferencia São Vicente de Paulo completa um século de fundação e instalação Primeiro Padre filho de Itinga – Pe. Emiliano Gomes Pereira Primeira Irmã de Itinga - Ir. Laurinda de Fátima Alves Barbosa pertencente à congregação das Irmãs da providencia de GAP. Primeiros Escritores: Maria Nely Lages Jardim e Victor Alves

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Giro Pelo Vale - Selo UNICEF



Inscrições para a 4ª edição do Selo UNICEF se encerram em uma semana
Em Minas Gerais, mais de 140 municípios podem participar do projeto
Selo UNICEF busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de meninas e meninos
Quase 50 mil crianças e adolescentes mineiros já serão beneficiadas
No dia 14 de novembro se encerram as inscrições para o Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2013-2016. Realizado pelo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o projeto busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Nesta edição, podem se inscrever cerca de 1.500 municípios da área de atuação do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN Brasil), localizados em dez estados brasileiros. Em Minas Gerais, 142 municípios estão localizados nessa área.
A coordenadora do Selo UNICEF em Minas Gerais, Adriana Mitre, afirma que o projeto tem como objetivo reduzir as desigualdades regionais do país por meio do fortalecimento das gestões municipais da região semiárida brasileira e do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e das Metas Pós-2015. Até então, já serão beneficiadas quase 50 mil crianças e adolescentes de municípios mineiros que aderiram à iniciativa, mas esse número ainda poderá ser ampliado.
As inscrições podem ser feitas pelos(as) prefeitos(as), por meio da assinatura e envio do Termo de Adesão para o escritório da secretaria executiva do Selo UNICEF em cada estado. Em Minas Gerais, o escritório se localiza na Oficina de Imagens, em Belo Horizonte.
Minas Gerais
No Semiárido mineiro, o Selo UNICEF é desenvolvido desde 2005, em parceria com a Oficina de Imagens. Na última edição, 2009-2012, 28 dos 123 municípios inscritos no Selo receberam a certificação internacional devido à melhoria de indicadores sociais na área da educação, saúde e assistência social. Entre cidades agraciadas, está Mata Verde, que foi certificada com o Selo pela primeira vez.
A articuladora de Mata Verde na última edição, Risélia Dias, afirma que o Selo UNICEF contribui para a sensibilização da comunidade e dos órgãos municipais para além dos três anos de duração do projeto.  “A mudança na consciência das pessoas, dos órgãos e a obtenção do próprio Selo fez o município mais responsável por suas crianças e seus adolescentes. Desde o fim da edição passada, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mata Verde já promoveu duas audiências públicas, participou da elaboração do Plano Plurianual, realizou a 1ª Semana do Conselho Tutelar, fomentou a criação do Programa Família Acolhedora, além de outras ações”, explica.



Como participar
Os(As) gestores(as) municipais interessados(as) em participar da iniciativa devem ler o Regulamento, preencher e assinar o Termo de Adesão, indicando o nome da pessoa que vai assumir o papel de Articulador(a) municipal, responsável por coordenar o Selo no município e fazer a interlocução com o UNICEF. É recomendável que o(a) presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) também assine o Termo de Adesão. Para ter acesso ao regulamento e termo de adesão basta acessar o site: www.selounicef.org.br.
O município que adere à iniciativa recebe capacitações, materiais e metodologias, que têm como proposta intensificar a atuação da gestão municipal, a comunicação e mobilização social para o fortalecimento das políticas públicas da área da infância e adolescência.
A nova edição do Selo UNICEF Município Aprovado no Semiárido será realizado com o apoio do Governo Federal, PETROBRAS, Fundação Telefônica, COELCE e CEMAR, em parceria com organizações não governamentais, responsáveis pela implementação das atividades em 10 Estados da região.

INFORMAÇÕES
Oficina de Imagens - Comunicação e Educação
Adriana Mitre /Reginaldo Alves
Telefone: (31) 3465-6800/6809
E-mail: selounicef@oficinadeimagens.org.br
Endereço: Rua Salinas, nº 1101, Floresta - Belo Horizonte, MG, CEP 31.015-365

Assessoria de Comunicação para UNICEF São Paulo
Adriana Alvarenga
Telefone: (11) 3278-5707

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Memória Cultural - Brincar

MEMÓRIA DO BRINCAR
Foto: Internet
 Este título tem a intenção  de  levantar  lá no fundo  da memória de cada leitor, a sua infância seja ela rica ou pobre , não havia antigamente tantos brinquedos como hoje, por isso tínhamos de usar a criatividade para criá-los, variando assim de região para região,  uns usavam tocos de madeira, pedrinhas, rodas,  pipas, cada um  se arranja e satisfazia, porque a regra era brincar, não importava com qual material fosse.
Atualmente com os avanços da modernidade  e da tecnologia, trouxeram brinquedos que não exigem a criatividade, já deparam com tudo pronto e acabado.Muita coisa já se perdeu,  as vezes  quando batemos na porta de um amiguinho, ele sequer te cumprimenta, pois está vidrado naquela novela ou seriado, ou jogando vídeo ou outro aparelho qualquer de distração desta atualidade.
Cabe a cada  membro da família  refletir sobre estas evoluções, mas também não esquecendo que ao puxar uma criança para brincar, é momento de interação, conhecimento, segurança, amizade, além da satisfação de  brincar e estar com um ente tão querido em formação.

BONECAS - Entre Todos os brinquedos  muito queridos pelas crianças, estão as bonecas,  não se sabe a precisão quando ou quem inventou, mas sabe-se que no Antigo Egito, foram encontradas bonecas em túmulos de crianças entre 3.000 e 2000 a. c., feitas de madeira, banhada na argila com cabelos de verdade, alguns historiadores  dizem  que era para a criança brincar no mundo do “além”, outros falam que, ao invés da brincadeira elas seriam para trabalhos além da vida.
Na Grécia Antiga e em Roma, nos rituais que antecediam o casamento, as jovens que iam se casar entregavam suas bonecas a deusa Ártemis, simbolizando o fim da infância. A fabricação de bonecas para fins comerciais teve início na Alemanha e em Paris por volta do século XV, feitas de terracota, madeira e alabastro (espécie de pedra)

QUEBRA CABEÇAS - Foi inventado em 1763, pelo inglês John Spilsbury que fazia mapas e gravuras. Ele teve uma idéia de criar um mapa dividido em peças de madeira para ajudara os professores a ensinar geografia para as crianças.  Na sala de aula as crianças gastaram que logo virou passatempo divertido.


Ângela G. Freire – Professora, Turismóloga e Produtora Cultural



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Giro pelo Vale - 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas

Fotos da 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas
                 
                        Aconteceu entre os dias 18 a 20 de outubro a 3ª mostra de Cultural de Jenipapo de Minas, a mostra faz parte de um projeto maior que se iniciou no mês de maio, elaborado por Jô Pinto, realizado pela AJENAI – Associação Jenipapense de Assistência a Infância, e teve como patrocinador o Fundo Estadual de Cultura do Governo de Minas Gerais.
O projeto realizou oficinas: de Percussão com o professor Yure Hunas, Expressão Corporal com a professora Sandrinha Barbosa Nogueira, fotografia com o professor Lori Figueiró e Iniciação Teatral e Canto Coral com os professores Diêgo Alves, Grace Matos e Dener Pinheiro, estas oficinas tinham como público alvo, jovens, crianças e adolescentes do Coral Ribeirão de Areia mantido pela AJENAI.
                         A 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas, levou para a praça a força cultural do Vale do Jequitinhonha, região onde todas as artes e manifestações se encontram e na cidade de Jenipapo de Minas não é diferente, foi perceptível que as atividades ajudaram no fortalecimento e na sensibilização de pertencimento do Coral Ribeirão de Areia, ouve um grande incentivo a formação de público, bem como a difusão  da cultura local   e o intercâmbio cultural regional.  E este se deu através dos shows e apresentações que esquentaram as dias e noites chuvosas da cidade.
                        A programação proporcionou ao publico a valorização e a reafirmação da arte local e regional, aconteceu a exposição fotográfica “Coral Ribeirão de Areia, Imagens, Prosas e Poesias”, Oficina de Brinquedos e Brincadeiras, Workshop  de Percussão, Mostra de oficinas, Mostra de Cultura popular com os Grupos: Consciência Negra, Fé e Resgate  da cidade de Jenipapo de Minas/MG, Grupo de roda Luz que brilha de São João Marques, da cidade de Chapada do Norte/MG, Batuqueiros do Curtume, da cidade de Jenipapo de Minas/MG.
                        Espetáculos Teatrais: “Fragmentos de Morte e Vida Severina”, com o grupo Criança Canhota , da cidade de Águas formosas/MG e “Olhar de Menino”, com o grupo de teatro Meninos do Vale,  da cidade de Medina/MG
Show com os Corais: Água Branca da cidade de Itinga/MG, Nós de Minas da cidade de Coronel Murta/MG, Bem ti vi  da cidade de Virgem da Lapa/MG, Ribeirão de Areia da cidade de Jenipapo de Minas/MG e Shows com o Grupo Arangaio, Luciano Tanure, Josino Medina, David  Marcelo e Deyver Lisboa e o Espetáculo “Juntos, um Coral” com  o Coral Ribeirão de Areia.
 Que a magia da Cultura Popular esteja presente na 4ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas em 2014.

Fotos: Ângela Gomes Freire e Jô Pinto


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coral Água Branca Mostra seu encanto no FIC - Festival Internacional de Corais

Coral Água Branca no FIC - Festival Internacional de Corais

Com o objetivo de envolver as comunidades e difundir o Canto Coral, o FIC – Festival Internacional de Corais ocorre anualmente em diversos locais de Belo Horizonte passeando pelo seu rico conjunto arquitetônico e efetivando as atividades turísticas e culturais da cidade. Diversos corais entoam canções criando uma atmosfera de alegria e encantamento. Desejamos que cada vez mais, as comunidades locais sintam-se pertencentes mantendo as tradições e os valores do povo mineiro. Este  ano homenagearemos um dos maiores músicos e compositores brasileiros: Chico Buarque

Coral Água Branca
Neste 5 anos de fundação o Coral Água Branca, cantou e encantou plateias das cidades do Vale do Jequitinhonha,  do Mucuri e norte de minas, já se apresentou em Belo Horizonte na Feira de Artesanato da UFMG e agora retornou a cidade para fazer belíssimas apresentações no FIC - Festival Internacional de Corais, um dos grandes sonhos do coral e que se tornou realidade, Nestas apresentações o Coral mostrou toda a beleza da musicalidade de Itinga e do Vale do Jequitinhonha, o coral ainda pode alçar sonhos mais altos e com certeza estes outros sonhos se tornaram real.

Integrantes
Voz: 
Ana Carolina, Anna Heloisa, Daiandara, , Graziela, Kênia Karolina, Luana, Marielly , Rayene,  Miriam , Alexia, Natália, Kelly,
Meiriele, Maria Luiza, Laís, Priscila,Regiane e Glayce Kelly

Músicos:
Ronaldo, Edson, Pedro Catulé Junior,
Flávio, João Paulo

Coordenação:
Herena Barcelos e Jô Pinto

Apresentação na Praça Tom Jobim

Apresentação no Museu Abílio Barreto

Apresentação no Mercado Municipal

Apresentação nas escadarias do Palácio da Justiça

Para que alguns sonhos se tornem reais é sempre necessário ter quem acredite neles, sendo assim o Centro Cultural Escrava Feliciana Agrade as empresas e pessoas que viabilizaram o sonho do CORAL ÁGUA BRANCA de se apresentar no FIC- Festival Internacional de Corais em Belo Horizonte. Agradecemos:
A Prefeitura Municipal de Itinga por meio do Departamento Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Assistência Social;
AMAI - Associação dos Moradores e Amigos de Itinga, 
Sindicato dos Produtores Rurais de Itinga, 
Mercadão e Material de Construção Pedra Preta ( Lacir e Lana), 
Lotérica Vale da Sorte e Gemelar Castro(Aníbal), 
União Auto Peças de Araçuaí( André), 
Deputado Estadual Luiz Henrique, 
Vereadores:Lana Bastos,Nonoca e Lili. 
Vicentino e Jubinha

Credito Fotos: Daiandara,Heberton e Caroline


sábado, 14 de setembro de 2013

Memória Cultural - Capoeria

CAPOEIRA
2º Batizado de Capoeira em Itinga, Realizado pela AMAI
Foto: Sarlete Gonçalves
Iniciada no século XVI, quando o Brasil era colônia de Portugal, quando os negros chegaram ao nosso país perceberam a necessidade de formas de proteção contra violência e repressão devido as violências sofridos pelos senhores de engenho.
Proibidos de praticar qualquer tipo de luta, os escravos adaptaram a luta por movimentos de danças africanas, de  modo  que conseguiram manter-se na resistência cultural .
Até 1930 a prática da capoeira era proibida no Brasil, pois a considerava como violência e subversiva, até que certa ocasião um capoerista, mestre Bimba, tomou a atitude de apresentar-se ao Presidente da época, Getúlio Vargas, este gostando tanto que instituiu a prática como esporte nacional brasileiro.
Apesar de não haver certa  referência quanto aos motivos da data de 03 de Agosto, que homenageia o Capoerista, importa mesmo que o ofício dos mestres de capoeira hoje é reconhecido, através do registro pelo IPHAN, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, no livro de registro dos saberes e ainda como formação da identidade cultural, pelo Estatuto da Igualdade Racial, em 2010.


AXÉ!

Ângela Gomes Freire, Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Festa de Setembro de Itinga - Tributo a Nossa Senhora D´ajuda

                                                                                                                                                           
Foto: Otacílio Mendez
Grande parte das devoções surgidas no século XVI em Portugal, principalmente em homenagem a Nossa Senhora, chegaram às colônias com as expedições marítimas, No caso de Nossa Senhora da Ajuda, o título tem a ver principalmente com o momento da morte de Cristo na cruz. Enquanto ele oferecia sua vida pelos homens, Nossa Senhora colocava-se como “da ajuda” e intercessora dos pecadores.Sua história começa na Bahia, mais precisamente no Arraial da Ajuda, em 1549 com a chegada de Tomé de Souza, governador-geral do Brasil, e dos cincos primeiros jesuítas, entre eles o padre Manuel da Nóbrega, que desembarcaram das naus Conceição, Salvador e Ajuda, cujos nomes deram mais tarde origem a cidades e igrejas no estado Baiano. Soldados e marinheiros tinham o costume de invocar Nossa Senhora da Ajuda na ermida da praia do Restelo, em Lisboa, antes de embarcar, onde sua imagem havia sido encontrada milagrosamente. Várias naus lusas foram colocadas sob sua proteção. Ao ancorar na Costa do Descobrimento, em 1549, Tomé de Souza também trazia com a frota uma delicada imagem de cerca de 30 centímetros, foi assim que, em homenagem ao navegador, os jesuítas deram início, em 1550, ao erguimento do Arraial, construindo uma pequena capela de paus, ramos e coberta de folhas de palmeira. Antes, no local, só havia um planalto, onde se plantava cana-de-açúcar. Mais de um século depois, a igreja, que chegou a abrigar a Sé da Bahia, passou por um processo de reconstrução em que foram aproveitados os altares e colunas, assim como o púlpito e o confessionário.
           Em Itinga a festa de nossa senhora D’ajuda é a nossa maior festa religiosa ela acontece no bairro Porto Alegre geralmente do 30 de agosto ao dia 08 de Setembro, não se sabe ao certo quando que aqui chegou, mas pelos relatos colhidos tal festa acontece a quase cem anos,  a  imagem da santa, presume – se que tenha sido trazido pelo senhor Jucelino Evangelista ( ou algum parente antecessor dele) em uma viagem que este fez a Bahia. Seu Jucelino construiu uma capela  para que ela pudesse ser adorada por todos, não demorou muito e os romeiros começaram a visita – lá, principalmente os que vinham da Bahia, Fato explicado porque em Porto Seguro, Ba mas precisamente no Arraial D`ajuda existe também uma imagem da mesma, com o crescimento das peregrinações dos romeiros houve a necessidade de se criar uma nova capela, sendo assim Hermelino Evangelista doou um terreno para a construção da nova capela e esta foi erguida no final década de 60, a  festa de nossa senhora D´ajuda cresceu muito e hoje se tornou uma referência das festas religiosas do município,com uma a participação de inúmeros romeiros do município e das cidades vizinhas. Na festa há á novena, terços e quermesses e também muito comercio ambulante,.

          A festa de Nossa Senhora D´ajuda de Itinga é a segunda maior festa religiosa do Vale do Jequitinhonha em louvor a Nossa Senhora, ficando atrás apenas da festa de Nossa Senhora da Lapa, padroeira do Jequitinhonha, na cidade de Virgem da Lapa.

Fonte: Livro Memórias de Itinga de Jô Pinto

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Grio pelo Vale - Morre Filho de Itinga, fundador da Charanga do Galo

A cidade de ITINGA, esta em luto principalmente os Atleticanos, porque morreu nesta madrugada o filho de Itinga. Júlio Firmino da Rocha, ele foi o fundador da famosa charanga do Galo.

Júlio, o mais amigo, deixou Itinga, no Vale do Jequitinhonha, aos 12 anos, para tentar a vida em Belo Horizonte.

Faleceu na madrugada desta segunda-feira, em Lagoa Santa, aos 81 anos, Júlio Firmino da Rocha, também chamado de “Júlio, o mais amigo”.
Júlio ficou conhecido por ser o fundador da tradicional Charanga do Galo, que contava com 18 músicos, 40 percussionistas e mais de 80 torcedores e torcedoras que acompanhavam a turma das bandeiras.
Nos anos 70, tudo era bancado por ele. Quando o Atlético jogava fora de BH, Júlio, que tinha um armazém principal na Rua dos Guaranis com Caetés, no Centro de Belo Horizonte, bancava os ônibus que levavam a torcida.
Na final do Campeonato Brasileiro de 1971, contra o Botafogo, ele chegou a contratar 45 ônibus e duas charangas. No fim da noite de 19 de dezembro daquele ano, Júlio desceu do avião que trouxe o Galo do Rio de Janeiro carregando a taça de campeão.
O Atlético deve muito a ele, que também auxiliava o clube na renovação de contratos dos jogadores e nas dificuldades financeiras da época.
Júlio Firmino da Rocha jamais cobrou por isso.
Seu sepultamento acontecerá às 16 horas desta segunda-feira, no Parque da Colina, onde o corpo está sendo velado. 
fonte: Radio Itatiaia

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memoria Cultural - Nossa Senhora da Lapa

NOSSA SENHORA DA LAPA
De acordo com os relatos orais, a peregrinação a Virgem da Lapa para adoração e contemplação ao culto a imagem de  Nossa Senhora, teria surgido por volta de 1728, século XVIII, por intermédio de um garimpeiro que encontrou a imagem da santa à beira do Córrego São Domingos. Há também outra versão que a imagem fora encontrado por um menino, que procurando um burro para seu pai, tropeiro, no meio do caminho deparou-se com um coelho, o qual ele saiu perseguindo o animal, este  se refugiou em uma toca(gruta) , toda iluminada e o fundo uma imagem pequena, o menino saiu correndo para avisar  a seus familiares, até que iniciou-se  aglomerações de pessoas para rezar e muitas começaram a alcançar graças, mais tarde construía-se  um santuário.
Começaram assim as romarias, daí foi-se formando um núcleo urbano, chamado São Domingos do Araçuaí, Distrito de Araçuaí, em 27 de Dezembro de 1949, houve a  emancipação política, mas no campo religioso a paróquia está vinculada a Diocese de Araçuaí.
O córrego não é mais o mesmo, mas resiste em períodos de chuva, com o tempo foram criando formas de  oferecer conforto aos fiéis e os romeiros permanecem em seu ritual de peregrinação anualmente visitam ao santuário da Virgem da Lapa.



Ângela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Memoria Cultural - Sá Luiza

Sá Luiza
Um dia  encontrei Lélia sentada numa pedra, chorando, lhe perguntei:
___Que tem Lélia que tanto chora?
Ela  respondeu:
___Choro por causa de minha filha que está com mau olhado, mau de espanto e quebranto.
Eu falei:
___ Pode deixar Lélia, que esse olho que  lhe olhou,  que lhe aquebrantou,  com  a fé  na Virgem Maria e no Divino Espírito e os poderes de Deus, que um  pôs e com dois eu tiro”. Deus coloca vertude!

Amém.


Alguém ai se recorda destas palavras e do raminho verde respingando gotículas  de água no nosso corpo enquanto  ia  rezando e bocejando?Assim era Sá Luiza em sua casa, até em seus últimos dias de vida nesta terra. Deus coloque virtude  e abençoe a todas as benzedeiras do Vale do Jequitinhonha!


Angela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

sábado, 29 de junho de 2013

Memoria Cultural - História do Telefone

HISTÓRIA DO TELEFONE

Telefone - Imagem Internet
                    Fazemos parte de uma sociedade, onde tudo ocorre muito rápido, e de preferência de forma personalizada, no qual notamos que o telefone ganhou um espaço quase vital a todos, mas recordemos um pouco de sua história:
                 O telefone nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander Graham Bell, um imigrante escocês que morava nos Estados Unidos e era professor de surdos-mudos, fazia experiências com um telégrafo harmônico quando seu ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som diferente. O som foi ouvido por Bell do outro lado da linha.  A invenção foi patenteada em 7 de março de 1876, mas a data que entrou para a história da telefonia foi 10 de março de 1876. Nesse dia, foi feita a transmissão elétrica da primeira mensagem completa pelo aparelho recém-inventado. Graham Bell se encontrava no último andar de uma hospedaria em Boston, nos Estados Unidos. Watson trabalhava no térreo e atendeu  o telefone, que tilintara. Ouviu, espantado: "Senhor Watson, venha cá. Preciso falar-lhe." Ele correu até o sótão de onde Bell havia telefonado. Começava a história das telecomunicações, que iria revolucionar o mundo dali em diante,     
                 No Brasil, a primeira cidade a usar o serviço da comunicação móvel  foi o Rio de Janeiro, em 1990, seguido por Brasília.      No início, os aparelhos pesavam quase meio quilo, e os assinantes tinham que pagar uma caução de US$ 20 mil para entrar no sistema. Havia aparelhos veiculares que ficavam fixos no carro e outros que podiam ser carregados.

Por: Angela Gomes Freire/ Professora, Turismologa e Tecnica em Patrimonio Cultural

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo Antonio Padroeiro de Itinga

                   Em 1831, chegou ao Povoado de Manga Velha o senhor Manuel Serafim dos Anjos, por ter adquirido terras naquela região e este combinou com os habitantes de erguer uma capela, mas fincaram apenas as estacas.
                      Em 1832 o Arraial Barra do Rio Itinga foi elevado à categoria de distrito de Paz, pertencendo ao município de Rio do Pardo/BA.
                      Pela resolução provincial nº. 167 de 15 de Março de 1840 o distrito de paz foi transferido para o município de Minas Novas e em 1841 dois fazendeiros João Batista Lobato e Manoel de Oliveira Castro, grandes latifundiários daquela época doaram uma área em terrenos mais elevados, cerca de um quarto de légua (2 km) do Povoado de Manga Velha a montante para a transferência do Arraial, e no ano seguinte fizeram erguer no local doado uma capela com a cooperação do capitão Martiniano Antunes, João Batista Pinto, Manoel Serafim dos Anjos, Capitão Jose Ramalho,Tenente Coronel Antonio Pinheiro Freire de Moura e de outros habitantes locais. Com a passagem dos missionários Frei Antonio Espínola Ofm e do Capuchinho Frei Domingos Casale foi dado um incentivo maior para concluírem a capela e estes propuseram que esta recebe-se o nome de Santo Antonio pelo foto dele pertencer a Ordem Franciscana, todos apoiaram a escolha. E assim a população adotou Santo Antonio como o Padroeiro do Arraial, a criação da capela ajudou o arraial a se desenvolver rapidamente, as construções começaram a ser erguidas ao redor dela, pessoas de outras regiões vinham tambem se instalar no arraial. E o Arraial deixou de ser Barra do Rio Itinga e passou as se Chamar “Santo Antonio da Barra do Rio Itinga”.
                       Em 1844 chega a primeira Imagem de Santo Antonio para ser colocada na Capela
                       Em 1845 o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga era vinculada a diocese de Mariana e no ano de 1850 toma posse o seu primeiro vigário o Pe. Anacleto Pereira dos Santos.
                     No então governo do presidente da província de Minas gerais o Dr. Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos é aprovada a lei provincial nº. 670 de 29 de Abril de 1854 que eleva o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga a Freguesia,
              E há 171 anos Santo Antonio é o padroeiro da cidade de Itinga, para aos que nele tem fé, ele roga ao pai pedindo a proteção a cada um dos filhos desta das Águas Brancas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Memoria Cultural - Patrimonio Cultural Imaterial


Foto: Internet

PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL
São todas as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, que comunidades, grupos ou pessoas reconhecem com parte integrante de seu patrimônio cultural, podendo ser transmitido de geração em geração e constantemente recriado em função de seus grupos ou ambientes de sua interação ou história, gerando identidade e continuidade ao fazer.
Dessa forma o queijo de Minas Gerais ganhou notoriedade, porque além do sabor de sua degustação, foi registrado pelo conselho Consultivo do IPHAN em 2008, como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Após incansáveis pesquisas, entrevistas e estudos sobre esta iguaria, vê-se que  a predominância da confecção  da produção do queijo em fazendas de Minas Gerais ainda mantêm-se de maneira artesanal.na verdade tal reconhecimento surgiu oriundo da necessidade de conservar e agregar valor ao leite, que encontrou  nessa diversidade o jeito parecido de fazer , o qual a diferença sobre quem faz, pois usa-se  o leite cru e sua fermentação toda artesanal e caseira, dá a receita o sabor da mineiridade, repassada de geração a geração.
A receita do queijo do Serro foi trazida para o Brasil no século XVIII por portugueses que vieram da região da Serra do Estrela, chegando ao Brasil a técnica teria sido adaptada tornando o queijo mais úmido e ácido
A receita registrada no tombamento trata-se da descrição de todos os processos que envolvem a produção do queijo típico, desde a ordenha, até a desenformagem, curtimento e limpeza.
A conseqüência deste registro  é a valorização  da produção do queijo com leite cru, que chegou a ser condenado por questões de segurança alimentar, tirando  inclusive este produto do mercado inclusive, com o tombamento, ele passou  a ter agregação de valor, a comercialização do produto  retomou a sua fabricação artesanal, podendo ser até exportado dentro das normas vigentes da atualidade.
A apresentação deste bem, é importante devido aos percursos e proporção, que  por algum período foi considerado clandestino  e impedido de vendê-lo, mas  a partir da força de um povo foi capaz de provar as autoridades envolvidas o valor econômico, cultural  e  histórico que transformou uma simples receita,  salvou  a produção leiteira salvaguardando com ele um legado  maior , que é o queijo do Serro.
Deu vontade de saborear esta iguaria? Vá a feira de sua cidade, visite aquela fazenda antiga que possui ainda o hábito do fazer queijo, junte-se ainda, aquela xícara de esmalte, com um cafezinho, numa costumeira tarde ou manhã, esqueça tudo e invista no seu prazer de degustar uma boa lasca de queijo, de Minas Gerais

Texto: Angela Gomes Freire - Professora, Turismologa e Produtora Cultural