quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cultura Popular do Jequitinhonha em luto - Morre Dona Maria do Bode

             
Dona Maria do Bode - Credito Foto: Cida Almeida
              O Vale do Jequitinhonha esta de luto, a Cultura Popular calou-se, o pandeiro deixou de tocar, a viola tão chamativa em um canto espera um novo acorde juntamente ao violão e a rabeca, os foliões pararam a contradança, para dar adeus a D. Maria Simplício, de 110 anos, também conhecida como D. Maria do Bode, que foi a fundadora do grupo de reisado, hoje Associação Cultural Senhor Santos Reis, existente há 57 anos, na cidade de Almenara, município situado no Baixo Jequitinhonha
               A Associação fundada por ela é composta pela “folia do Senhor Santos Reis de Almenara ou "Grupo de reisado de D. Maria do Bode", o “Boi”, o “Coral Renascer” e a "Boneca Margarida",
                O grupo surgiu a partir de promessa feita por D. Maria Simplício que em certa ocasião, lutando contra a morte por causa de uma picada de cobra, quando acendia fogo debaixo de uma árvore (pau d'alho), ouvira uma
voz que lhe dissera para se apegar com os santos reis. Desprovida de recursos financeiros e vivia praticamente de favores e pequenas tarefas, assustada questionou à voz como poderia se apegar aos Santos Reis se não tinha nem o que comer. Em resposta a voz disse “do jeito que pensar em fazer, faça que tudo dará certo”. Então ela prometera que se fosse curada, sairia pelas ruas da cidade com uma folia para homenageá-los e agradecê-los. Livre do risco de morte, a partir daquele momento as coisas começaram a mudar em sua vida. Dona Maria Simplício acreditando nas recomendações das vozes, iniciou negócio com a compra e venda de carneiros, que lhe rendeu a alcunha de D. Maria do Bode. Segundo ela, “Não fiquei rica, mas a partir daquele momento nunca mais passei necessidades"


Fragmentos da historia do grupo, extraídos de pesquisa de Neilton Lima

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - VIVA SÃO JOÃO

SÃO JOÃO

       
     As festas dos santos populares do Brasil é uma herança de Portugal como: festa de Santo Antônio, São João e São Pedro, mas há muitas expressões de origem francesa, como a quadrilha, que surgiu dos salões da corte franceses, mas que os portugueses imitando, acabou sendo introduzida nos folguedos, por isso têm-se os termos da língua francesa como: anarriê, avancê, tour; o tipo de vestes dos casais é uma imitação da riqueza da corte. A fogueira simboliza a proteção dos maus espíritos, que atrapalhavam a prosperidade das plantações. A festa realizada em volta da fogueira é para agradecer pelas fartas colheitas. Além disso, como a festa é realizada num mês frio, serve para aquecer e unir as pessoas em seu redor.  Os fogos  se originaram na China, também como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas. São elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para acordar São João com o barulho.
            Os padres jesuítas trouxeram a tradição de São João, e os índios, que já adoravam dançar ao pé do fogo, aprovaram. As brasas da fogueira são um exemplo dessas tradições: assim que se apagam, devem ser guardadas. Conserva desse modo, um poder de talismã que garante uma vida longa a quem segue o ritual. Talvez por isso algumas superstições dizem que faz mal brincar com fogo, urinar ou cuspir nas brasas ou arrumar a fogueira com os pés.
            No dia 24 de Junho celebra-se a festa de São João, há também variações, pois em alguns lugares considera-se como São João Batista, como acontece em Itaobim no distrito que ganhou o nome deste santo e seu padroeiro entronizado em igreja ao centro deste povoado como: São João Batista; mas afinal quem foi São João?
Aquele que o arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, Isabel, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
            Ele foi o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado; protetor das doenças infantis.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA VELA

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A HISTÓRIA DA VELA?

Um ato comum de muita gente, é acender uma vela, seja por devoção, seja para decorar ou aromatizar um ambiente, existem velas em vários formatos, tamanhos, cores e perfumes, mas a vela  teria surgido no século X antes de Cristo, confeccionadas a partir de juncos, besuntados com sebo (gordura animal), por volta do ano 50.000 a.C. eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais de parafina. A gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido.
Na Idade Média criou-se as velas a partir da cera de abelhas, pois o sebo dos animais causava um odor desagradável, mas utilizavam os dois modos de vela, sendo a segunda vendida por valor alto, devido a necessidade de muita cera, desta forma surge artesãos, especializados nesta fabricação; estes criaram adereços para a colocação das velas como: castiçais de madeira ou de prata, tornando o comércio ainda mais  lucrativo.
Tem-se relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio
No século XVI as velas passam a ser vendidas a preços mais populares, criando inclusive suportes mais simples, somente com o surgimento do gás no século XIX as velas começam a ser substituídas, mas nas camadas pobres este tipo de iluminação perdurou por muito tempo. Para proteger a indústria, o governo inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial.

Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhorias ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão. Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje, mas as velas ganharam incrementos e continuam com toda sofisticação em lugares profanos, santos ou sem nenhuma designação, pois as velas conservam  a crença da esperança, harmonia e paz aos lugares em que se faz uso de manter vela acesa.

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA BICICLETA

BICICLETA

Imagens Internet
Estamos em 2016, véspera de um dos maiores eventos esportivos  do mundo e  pensar que  o “Ciclismo” , só foi introduzido  em 1.896, na 1ª Olimpíada da Era Moderna, em Atenas.
A origem deste veículo antecede aos motores à vapor, seu primeiro nome: “Celerífero”, inventado pelo francês J.H D. Civrac em 1791; o segundo nome “Draisiana”, pelo Engenheiro Florestal Karl Friedrich Ludwing Chiristian Sauerbronn, na antiga Prússia(Alemanha); ambas utilizaram como material de construção do invento sendo  madeira e a diferença do primeiro modelo para o segundo, que a primeira  deslocava-se somente em linha reta e a outra já  era dirigível,  daí  vieram outras inovações até chegar aos tempos atuais.
No Brasil não há bibliografias específica sobre bicicleta, sabe-se apenas que chegaram no último quartel do século XIX, provavelmente entre os eixos Rio/São Paulo., mas também Santa Catarina devido aos imigrantes de origem alemã, italiana e Suiça que a partir de 1850 vieram para nosso país e junto as bagagens possivelmente trouxeram algum modelo de bicicleta.
No governo de Jucelino Kubitscheck nos anos 50, ocorreu  no país  a instalação de montadoras de veículos leves, ônibus e caminhões,  fato que provocou o sucateamento das  ferrovias,  desativação dos bondes, meios de condução das grandes cidades, porém o foco  para o mercado sem dúvida era para o carro, portanto os fabricantes de bicicletas seguiram  graças aos incentivos concedidos, depois  da Revolução de 64 e demais reformas monetárias causou  impactos nas indústrias  ficando  duas marcas  que conhecemos muito bem na nossa região: Caloi  e Monark, que falaremos na próxima edição.

BICICLETAS:  CALOI E MONARK
As marcas Caloi e Monark,  em busca de domínio de mercado, sobreviveram graças  ao fechamento de outras marcas,após:  a crise de 1929, Revolução de 1930, Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução Comunista de 1935, estado Novo em 1937, Segunda Guerra Mundial(1939), tudo isso acarretou crises monetárias, causando endividamento e arruinamento de fabricantes de bicicletas.
Entre o  dia primeiro a dez de Abril de 1948 , deu inicio as atividades industriais e comerciais , pois tanto a Monark quanto a Caloi atuavam anteriormente sendo importadoras e distribuidoras de bicicletas ,  viveram  momentos áureos. Resumidamente  tem-se um histórico sobre a:
Monark  -  instalou-se  em São Paulo  no bairro Bela Vista, adquirindo  muitas outras áreas, chagando a uma chácara chamada Santo Antonio e também em Manaus; esta indústria vendeu nos anos de 1980 dois milhões de bicicletas por ano, empregando até dez mil pessoas.  Atualmente  a produção desta marca  ocorre somente em São Paulo na cidade de Indaiatuba desde 2006.
 Caloi -  Tem sua origem a partir do italiano Luigi Caloi, que em 1898 vem para o Brasil com a pretensão de fazer bicicleta de  boa qualidade, juntamente com seu cunhado Agenor Poletti  e juntos fundam  um comércio chamado Casa Poletti &Caloi, na Rua Barão de Itapetininga em SP; com o falecimento do patriarca Caloi em 1924,  seus filhos assumem o negócio alterando o nome para Casa Irmãos Caloi, logo adiante desassociam , mantendo –se no mesmo ramo; na terceira geração da família a partir de 1955, há ascensão da industria, sendo possível atingir mercados internacionais até chegar em 2006 quando a fábrica transfere-se para Atibaia encerrando suas atividades, vendendo a mesma para um grupo canadense em 2013.

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - MITRA

Mitra


Esta  Mitra é de origem romana, pertenceu ao segundo Bispo Dom José de Haas(1937-1956), considerado “Pai dos Pobres” um holandês que  chegou ao Brasil em 1906, ao ser transferido em 1912 para Araçuaí, aceitou a missão como vigário cooperador do Cônego Florêncio Rodrigues de Moura Terra, permanecendo firme em seu propósito  e destemido em suas ações até que em 1937 houve a sua nomeação como bispo.

 De acordo com  alguns escritos a mitra começou a ser usada em liturgia, mas outros crêem que seu uso é anterior aos tempos apostólicos, anterior ao cristianismo ou ainda dos séculos VIII ou IX, e ainda há outra corrente que acredita ter milênio , o certo é que um ornamento episcopal  foi usada primeiramente em Roma por volta da metade do século X e fora de Roma no ano de 1000, sendo encontrada a primeira referência numa bula de 1049, do Papa Leão IX, mas seu uso generalizou-se entre os bispos pelos anos 1100 a 1150. A concessão de uso da Mitra pelos cardeais foi em 1051 por Leão IX, e para os abades a partir de 1063, quando o Papa Alexandre II concedeu a mitra ao abade Egelsino, na abadia de santo Agostinho, em Cantuária. Também houve permissão para usar a mitra por príncipes cristãos como o Duque Wratislw, na Boêmia, concedido pelo papa Alexandre II, Pedro Aragão, quando recebeu Inocêncio III e o imperador alemão.


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terça-feira, 29 de março de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - JANELAS DO MUNDO


         O surgimento das primeiras janelas teriam sido no ano quatrocentos antes de Cristo, nas casas de Percépoles e daí começaram a aparecer os formatos com caixilhos e folhas, no Palácio de Minus, na Grécia, enquanto nas casas gregas as janelas que davam acesso aos pátios,  eram decoradas.
        Depois no ano cem, depois de Cristo, os romanos introduziram as janelas com vidro, mas, com a queda do império romano isso foi interrompido.
         Na época barroca, aparecem janelas com formas redondas, elípticas e geometria livre e cheia de ornamentos.
         No classicismo resolvem abrir as janelas em todas as extensões, aparecendo assim as janelas “caixão”; estas tinham a vantagem, porque permitia o isolamento acústico e térmico, embora o manejo fosse complexo e  deterioravam rapidamente.
         Na segunda metade do século XIX(1850) retomam-se as formas tradicionais e  trazem a inovação de janelas com ferro.
      Na transição para o século XX surge um movimento da arte nova ou “art Nouveau”, em que as janelas é uma multiplicidade de configurações, com muitos vidros coloridos.
Este movimento opõem-se aos elementos florais, sendo neste contexto há a  volta pelo tradicionalismo , na retomada pelos materiais antigos e técnicas artesanais, mas com intuito de renovar a arquitetura. A partir daí  ocorre uma evolução rápida nas janelas, pois a inovação tecnológica passa a ser aliada e a indústria vidreira passa a fabricar vidros maiores e melhores.
         Nos anos cinqüenta , influenciada pela arquitetura escandinava e suíça, em que a janela passa ter um só cristal e devido a altura, passa-se a utilizar o alumínio, considerado como movimento regionalista, em que há a recuperação da qualidade dos espaços internos e externos das épocas passadas.

   Chegando na última metade do século, o material construtivo foi quase exclusivamente a madeira com guarnições unifuncionais e com pranchas de vidro individuais,  trazendo nesta evolução o surgimento do PVC como solução de preservar as condições da janela.

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terça-feira, 15 de março de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - A CAMINHO DA CIDADANIA

Colégio Sagrado Coração de Jesus  em Itinga, inicio do seculo XX
No Vale do Jequitinhonha durante muitos anos no século dezenove, os ensinos primário e médio  aconteciam apenas  em escolas particulares, originalmente fundadas por missionários jesuítas e franciscanos, sendo desta forma, um ensino como privilégio para a elite da sociedade.
No final do século dezenove estes estudos puderam ser estendidos para a classe média, surgindo escolas, transformando-se em fenômeno  e gerando possibilidades  no desenvolvimento das populações através do conhecimento, ao qual constatamos no livro Vida , Amor e Oblação – História das Irmãs Fransciscanas de Oirchot /1797-1997:
“Na era da República Velha (1889-1930), novas escolas foram abertas; o controle do ensino foi  confiado aos Governos de cada Estado.” (Página 287)
Neste contexto observa-se que com o poder nas mãos de militares , tendo Getúlio Vargas  como presidente,  este apostava  na  educação como  função primordial na nação brasileira, estabelecendo  assim  diversas  reformas, com isso assistimos em 1930 a criação do Ministério da Educação e Saúde , que sucessivamente por intermédio do governo provisório organiza o ensino secundário e as Universidades através de decretos, não se pode  esquecer de que essas leis e diretrizes, também foram usadas para imposições políticas e massificação ideológica, afim de, respaldar os valores da classe que estava no poder, garantindo com isto o controle social pela via do não esclarecimento.
Toda somatória de legislação em torno da educação, concretiza-se nas conquistas da sociedade brasileira atualmente, em que precisa  estabelecer parâmetros e posicionamentos, para não reproduzir erros do passado.

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terça-feira, 8 de março de 2016

GIRO PELO VALE - CACHOLA EMPREENDEDORA ABRE INSCRIÇÕES NO VALE DO JEQUITINHONHA



 Projeto vai reunir jovens para desenvolver ideias de empreendedorismo social em suas comunidades

Estão abertas, até o 27 de Março, as inscrições para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias. Durante o ano de 2016, o projeto vai promover encontros entre jovens de municípios do baixo e médio Jequitinhonha e estimular o desenvolvimento de soluções para demandas locais. O Cachola é uma iniciativa da Fundação Telefônica (SP), em parceria com o CEDEDICA-Vale (Pedra Azul), a Casa da Juventude (Itaobim) e a organização MONSA (Almenara).

Podem se inscrever jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Almenara, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga, Bandeira e Jequitinhonha.  O principal critério para a participação é o interesse e a disposição para propor ideias transformadoras. Serão selecionados 500 jovens, que vão participar de encontros presenciais nos polos de Pedra Azul, Almenara e Itaobim (conforme proximidade da cidade do participante) e atividades a distância por meio de grupos do Facebook.

A partir de um diagnóstico das demandas dos municípios, os jovens vão propor ideias para solucionar problemas ou potencializar iniciativas de suas comunidades. As ideias serão testadas e desenvolvidas ao longo do ano, com o apoio de educadores e profissionais. Para isso, os jovens terão formações em empreendedorismo, tecnologia, mobilização social e direitos das juventudes. Ao fim do projeto, as soluções propostas poderão ser escolhidas para receber apoio da Fundação Telefônica.
O projeto, que está sendo desenvolvido no Vale do Jequitinhonha pelo segundo ano, é parte do Programa Pense Grande da Fundação Telefônica, que realiza iniciativas semelhantes nos estados de São Paulo e Pará.
A inscrição pode ser realizada por meio do site do CEDEDICA-VALE (http://www.cededica-vale.com.br/cachola-empreendedora-laboratorio-de-ideias.html)  ou presencialmente nos endereços abaixo:

Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)

Mais informações: www.cededica-vale.com.br / 33 3751 3521


 Serviço:

O quê: Inscrições abertas para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias
Para quem: jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Itaobim,  Almenara, Rubim, Jequitinhonha, Ponto dos Volantes e Itinga.
Quando: até o dia 27 de Março
Onde: online www.cededica-vale.com.br  ou presencialmente nos endereços
Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)


quinta-feira, 3 de março de 2016

GIRO PELO VALE - Morre Tico Neves

Tico Neves no estúdio da Rádio Aranãs FM – Foto: Arquivo / Tico Neves
A cidade de Capelinha e o Vale do Jequitinhonha esta em luto, perdemos um grande ativista Social, Politico e Cultural, participante ativo dos movimentos cultural da cidade de Capelinha e do Vale do Jequitinhonha, fica a saudade e as lembranças  do homem e amigo, pedimos ao pai que o receba de braços abertos, e que Nossa Senhora do Rosário guie seu caminho, a família em especial a amiga Preta Vieira, pedimos ao Pai Celestial que conforte que os conforte nesse momento de dor.


Tico Neves nasceu em 29 de dezembro de 1960 e fez parte de uma prole de oito irmãos. Casou-se com Maria Geralda Neves (Preta Vieira), com quem teve três filhas (Maria Tereza, Maria Luíza e Ana Beatriz). Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1985 e no ano seguinte fundou o jornal Voz do Jequitinhonha, o primeiro impresso profissional de Capelinha.
O jornalista participou da criação da Festa do Capelinhense Ausente, promoveu eventos e era animador de todo tipo de festa que acontecia em Capelinha e várias cidades da região.
Em 1988 se elegeu vereador e continuou na carreira política até 2008. Coordenou algumas campanhas políticas, foi candidato a prefeito em 2000 e a deputado estadual em 2002. Tico Neves assumiu a administração municipal de Capelinha no período de 4 de março a 3 de dezembro de 2004.
Nos anos 80, participou ativamente da Semana da Cultura e foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha (ACIAC), por vários anos. Teve uma atuação marcante na Rádio Aranãs FM, desde a sua fundação em 1991, sendo seu gerente e depois diretor geral. Na emissora criou o programa Canta Minas, voltado para a música e a cultura mineira e foi o idealizador da Copa Aranãs FM de Futebol, evento que movimentou o esporte na região entre 2007 e 2013.
Em 2009, Tico Neves lançou o livro “No tempo das gabirobas”, um resgate da memória fotográfica e histórica de Capelinha. O livro enfoca o período de 1809, ano da fundação da cidade até 1975.
No início de 2013, assumiu a Secretaria de Comunicação de Capelinha e se afastou em meados de 2014. Em 2015 reassumiu a Secretaria, porém teve que retomar o tratamento.

Fonte : http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=80707

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Limpador de Latrina ou Carregador de Embrulho?



O assunto “ banheiro “ no Brasil , inicia-se com a chegada da família  real , os índios faziam suas necessidades  nos matos e o banho era algo freqüente, enquanto a família real não seguia tais padrões, mas, banheiro no interior das casas é algo bem mais antigo, no terceiro milênio antes de Cristo, de acordo com  escavações arqueológicas mostraram vestígios dessa construções no oeste da Índia; enquanto em Roma o povo gostavam de fazer suas necessidades em público ou em penicos; na  Europa em 1668, após um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade deveriam ter um importante cômodo, isso se popularizou.
 No Vale do Jequitinhonha, haviam entre as ditas “boas famílias” este importante cômodo, problema  era quando a fossa atingia seu limite de sua capacidade, tinha de  fazer o seu esgotamento ao invés de construir outra, então havia  “Limpador de Latrina”, que muitas vezes a troco de  comida e roupa velha, enchia de merda as latas de querosene e transportava até o rio para despejar estes dejetos que recendia durante vários dias.
Havia também o carregador de embrulhos, tinha profissão mais condizente com as exigências da civilização, principalmente na zona boemia, como  as meretrizes não podiam dar-se a tal luxo, contratavam garotos de freguesia certa que lhes carregavam os embrulhos.

Também era “finesse” no âmbito da alta sociedade as senhoras idosas e os enfermos gozavam do disputado  privilégio, poder servir-se do urinol para todas e quaisquer eventualidades  que  atiravam diretamente a rua, mas era comum pela manhã , as empregada domésticas, que  ganhavam como salário muitas vezes um quartinho nos fundos para dormir, comida , roupa velha e xingatório, elas tinham por labor todos os dias  andar pelas ruas com as preciosas vasilhas, algumas de fino valor, iam esvaziá-las no rio, expondo-as ao sol, por razões de assepsia .

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - CAIS DO PORTO


Cais da Travessa José Gusmão, mais conhecido como porto da Branca
Foto: Jô Pinto
O cais é uma estrutura portuária , em que serve de   embarque e desembarque de  mercadorias, e passageiros, foram construídos para diversos fins .
Em Araçuaí, há um cais no Distrito de Itira, região de origem histórica da cidade, porém o outro  cais erguido  na região  do antigo centro comercial  não existe mais.
Em Itinga o cais foi construído na década dos anos de 1930, entreposto de intensa circulação de passageiros e transações comerciais, mas com a construção da ponte, que interligou  as duas regiões da cidade , causou o abandono do cais.
È um cenário urbano desolador, que se por um lado que trouxe muita prosperidade a região, do outro  causa insatisfação  de algumas mentes que desconsideram a sua importância;

Fique então com a nostalgia, do cantor Milton Nascimento , que inspirado pelo seu CAIS, compôs esta canção:

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais

E sei a vez de me lançar

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Carnaval Popular ou Cordões

         O carnaval popular surgiu no Brasil com Zé Pereira que puxava um grupo  de foliões pelas  ruas com bumbos e tambores, fazendo grande barulho depois das 22:00 horas de sábado e a partir daí surgiram os cordões. 
          Dona Delicia era quem organizava os cordões de rua de Itinga, estes saião pelas ruas da cidade, os cordões consistiam em segurar nas mãos um dos outros e estes faziam caracóis pelas ruas, cantando marchinhas da época.    
         Depois o carnaval passou a ser realizado em salões os mais frequentados era o de Zé Padeiro e o do mercado municipal, dizem que o salão de Zé Padeiro era frequentado pela classe mais pobre e no mercado acontecia o carnaval dos ricos, porém tal divisão não interferia na diversão de pular e brincar o carnaval, diga-se de passagem, muito animado, a moda nessas épocas era o lança-perfume e confetes, sem perder a alegrias nesses salões também se brincava os cordões.
       Nas primeiras horas do dia as pessoas se vestiam de mascarados e saia pelas ruas sempre ao som de marchinhas tocadas pela bandinha de música composta por Zezinho Rego, Antonio Bananinha, José de Zara e Vicente de Zé Cuanga, A noite algumas pessoas se fantasiavam com roupas pretas e máscaras, eram conhecidos como cavaleiros da noite, na maioria das vezes eram mulheres que se fantasiavam para ir ao carnaval escondidas dos pais, seu Zezinho Rego foi durante muito tempo o animador do carnaval de salão de Itinga.
          O carnaval acontecia em lugares fechados e pequenos e não se tinha noticias de violência, a falta de energia elétrica também não era motivo para não ter bebida fresca, as bebidas eram colocadas dentro de um tambor de ferro com areia e água, assim ficavam mais frias, quando os cordões acabavam em um salão, os foliões procuravam outro, ou iam para a casa de algum membro da turma. No domingo de carnaval acontecia o “entrudo” um grupo de pessoas animadas com o aspecto festivo do dia que raiva, se entregava a este folguedo. As pessoas atiravam latas de água uma nas outras pelas ruas da cidade, tendo duração de umas três horas, iniciava–se pela manhã, os que já estavam molhados jogava água em outros que não estavam e assim, um ia molhando o outro, a brincadeira se seguia. Aqueles que não entravam na brincadeira por livre e espontânea vontade era pego e levado para tomar um banho no rio Jequitinhonha, havia também o costume de se colocar apelido nas turmas, um dos mais conhecidos era “turma do funil”

         Nos três dias as pessoas se divertiam, mas na terça feira o carnaval acontecia só até a meia noite, era expressamente proibido passar desse horário, pois tinha que se respeitar à quarta feira de cinzas.

Fonte: Livro "Memórias de Itinga'


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

DIÁRIO DE LEITURA - " O Mandonismo Mágico do Sertão " de Luis Santiago


Uma obra literária no qual vale muito ler, nesta obra premiada com o premio Silvio Romero 2014 de pesquisas sobre Folclore e Cultura Popular, o historiador Luis Santiago, faz uma leitura da Cultura Politica sertaneja a partir de elementos antropológicos. tenha todos boa Leitura.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Fumo de Rolo


            Desconheço a inexistência de fumo de rolo, nas feiras e mercados da região do Vale do Jequitinhonha, apesar de não haver um cadastro deste destes agricultores por esta especiaria, é bem significativa a produção deste por pequenos produtores rurais.
           O fumo de rolo leva um processo lento e talvez pela demora deste os produtores rurais tenham de atrelar o cultivo da erva com outros  como mandioca, feijão, etc.
            Na organização do mercado municipal em Araçuaí, houve um devido cuidado e valorização aos vendedores desta especiaria, fabricada  nas comunidades rurais de tesouras, Setúbal  e Córrego Narciso , dentre outras, deixando uma ala inteira com banca , feita em cimento para a apreciação de quem procura fumo desde para seu uso em cigarro, rapé ou até mesmo aquele para espantar piolho de galinhas. Mas em qualquer uma das tantas feiras do Vale, lá vai ter sempre um vendedor a oferecer o fumo de rolo...



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GIRO PELO VALE - Morre Dona Té, Foliã de Santos Reis da Cidade de Medina


Dona Té. 
Ícone da cultura Popular de Medina e do Vale. Essa mulher é um dos grandes nomes responsáveis pela perseverança no fazer cultura. Cresci ouvindo sua voz nas rodas de folia. Mas era também amiga do peito, daquelas de abraço verdadeiro. Mãe, rezadeira, foliã, pescadora, lavanderia... fé era seu sobrenome. Tenho várias lembranças e histórias pra contar dessa figura mas a ultima é bem recente
Foi na ultima sexta-feira na recepção dos Comunicadores do Vale do Jequitinhonha. Obrigado por participar daquele momento de te acompanhar ate o carro e ouvir o seu "ultimo fica com Deus" ainda no seu traje mais bonito e com seu chocalho inseparável. Obrigado Deus por me permitir conhecer e dividir as rodas de folia, as cantorias nos presépios, as muitas viagens pelo vale ao lado dessa Senhora de voz aguda e abraço forte. Obrigado por na noite de Natal ter passar sobre mim e minha família a bandeira do DIVINO. Segue seu caminho na luz.  
palavras de Jardel Mendes


Que Nossa Senhora do Rosário lhe conduza ao Pai.....

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

DIÁRIO DE LEITURA - Poeta Beth Guedes, lança o livro " “ A leveza da vida em Versos”

“Sou uma serviçal da poesia! Minha missão neste mundo é servir-lhe fielmente dia e noite!” - Beth Guedes


A poeta Beth Guedes, faz  nessa (sexta-feira), 15 de Janeiro de 2016,  às 20hs  lançamento de seu livro  “ A leveza da vida em Versos”,  em São Gonçalo do Rio das Pedras/MG







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GIRO PELO VALE: Imagem Sacra é Roubada em Minas Novas

Gruta onde ficava a Imagem - Rosângela Fernandes
A cidade de Minas Novas, acordou um pouco mais triste com a noticia do roubo de uma imagem sacra, trata-se da Imagem de Nossa Senhora de Lourdes, no qual ficava na Gruta de Nossa Senhora Do Bom Sucesso, tal fato segundo Rayane Almeida, aconteceu Nessa madrugada, O responsável chegou pela manhã para realizar a manutenção quando se deu conta de que a imagem de aproximadamente cinquenta a sessenta centímetros não estava no local, o cofre também foi arrombado porém ainda não se sabe a quantia levada.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

GIRO PELO VALE - Morre Tião de Angelino, personagem da História e Cultura de Minas Novas

Noticiamos o falecimento de Sebastião Alves Miranda popular Tião de Angelino, seu falecimento ocorreu hoje de madrugada e seu corpo está sendo velado em sua residência na avenida Waldemar César Santos, e seu sepultamento será as 17:00H no cemitério local, nossos sinceros sentimentos a toda a família pela perda de uma pessoa tão importante para a nossa história com seus 95 anos ele foi se encontrar com Deus, que a nossa padroeira Senhora Do Rosário possa cobrir a todos com o seu manto sagrado e dar forças para seguir em frente!

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim ainda que morto viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá 
. (João 11:25-26)



Fonte www.facebook.com/nildete.salvemaria.3?pnref=friends.search ( Congada de São Benedito)

MEMÓRIA CULTURAL - RAPÉ


           
A palavra rapé , é de origem francesa que significa:ralar ou raspar. No Brasil o rapé , passou a ser consumido a partir do século XX, atualmente é visto de maneira contraditória,seja  como  hábito ou vício.
No Vale do Jequitinhonha o rapé é preparado artesanalmente, através da folha de fumo trabalhado em fumo de rolo, cortado bem fininho, torrado e socado em peça de almofariz, bem fininho e em seguida  colocado em um recipiente próprio, antigamente existia um recipiente feito  de pedaço de chifre de animal com tampa de couro ou de madeira, popularmente conhecido como “cornicha”, cuja pronúncia correta seria “cornija”; também tem outras formas de  incrementar o produto, acrescentando  para socar junto ao fumo, folhas ou frutos medicinais como: alfavaca, imburana, manjericão ou até mesmo naftalina.
            O rapé possui cheiro característico, que, ao ser inalado, produz sensação de prazer, além de provocar espirros.
.           Segundo alguns pesquisadores e historiadores, no Egito o rapé já era conhecido, pois  fora encontrado pimenta do reino na narinas e abdômen de Ramsés II. Em outros estudos em múmias , encontrou-se: mirra, canela e olíbano (espécie de resina aromática, obtida de árvores africanas e asiáticas do gênero Boswellia, muito usada na perfumaria e fabricação de incenso), segundo Manniche no seu livro “Egytain Herbal”.

            O rapé  é encontrado para vender em tabacarias , em latinhas, porém proibida para menores de 18 anos. Seu uso além  de servir como alternativa na medicina  como rinite ou outras enfermidades, os índios utilizam para sua espiritualidade, assim como outros grupos religiosos que fazem uso para rituais , enfim, antigamente consumido pelos nobres europeus e usado, inicialmente, como forma de aliviar a enxaqueca, o rapé era uma espécie de artigo de luxo quase sempre guardado em caixinhas exclusivíssimas. Nos elegantes salões onde circulava gente de sangue azul, elas eram conhecidas como snuffboxes. Hoje, algumas são objetos de museus. No Metropolitan de Nova York, por exemplo, em meio a tantas obras de arte, estão caixas de ouro e cravejadas de diamantes e rubis.

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