segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - RAPÉ


           
A palavra rapé , é de origem francesa que significa:ralar ou raspar. No Brasil o rapé , passou a ser consumido a partir do século XX, atualmente é visto de maneira contraditória,seja  como  hábito ou vício.
No Vale do Jequitinhonha o rapé é preparado artesanalmente, através da folha de fumo trabalhado em fumo de rolo, cortado bem fininho, torrado e socado em peça de almofariz, bem fininho e em seguida  colocado em um recipiente próprio, antigamente existia um recipiente feito  de pedaço de chifre de animal com tampa de couro ou de madeira, popularmente conhecido como “cornicha”, cuja pronúncia correta seria “cornija”; também tem outras formas de  incrementar o produto, acrescentando  para socar junto ao fumo, folhas ou frutos medicinais como: alfavaca, imburana, manjericão ou até mesmo naftalina.
            O rapé possui cheiro característico, que, ao ser inalado, produz sensação de prazer, além de provocar espirros.
.           Segundo alguns pesquisadores e historiadores, no Egito o rapé já era conhecido, pois  fora encontrado pimenta do reino na narinas e abdômen de Ramsés II. Em outros estudos em múmias , encontrou-se: mirra, canela e olíbano (espécie de resina aromática, obtida de árvores africanas e asiáticas do gênero Boswellia, muito usada na perfumaria e fabricação de incenso), segundo Manniche no seu livro “Egytain Herbal”.

            O rapé  é encontrado para vender em tabacarias , em latinhas, porém proibida para menores de 18 anos. Seu uso além  de servir como alternativa na medicina  como rinite ou outras enfermidades, os índios utilizam para sua espiritualidade, assim como outros grupos religiosos que fazem uso para rituais , enfim, antigamente consumido pelos nobres europeus e usado, inicialmente, como forma de aliviar a enxaqueca, o rapé era uma espécie de artigo de luxo quase sempre guardado em caixinhas exclusivíssimas. Nos elegantes salões onde circulava gente de sangue azul, elas eram conhecidas como snuffboxes. Hoje, algumas são objetos de museus. No Metropolitan de Nova York, por exemplo, em meio a tantas obras de arte, estão caixas de ouro e cravejadas de diamantes e rubis.

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