segunda-feira, 20 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - VIVA SÃO JOÃO

SÃO JOÃO

       
     As festas dos santos populares do Brasil é uma herança de Portugal como: festa de Santo Antônio, São João e São Pedro, mas há muitas expressões de origem francesa, como a quadrilha, que surgiu dos salões da corte franceses, mas que os portugueses imitando, acabou sendo introduzida nos folguedos, por isso têm-se os termos da língua francesa como: anarriê, avancê, tour; o tipo de vestes dos casais é uma imitação da riqueza da corte. A fogueira simboliza a proteção dos maus espíritos, que atrapalhavam a prosperidade das plantações. A festa realizada em volta da fogueira é para agradecer pelas fartas colheitas. Além disso, como a festa é realizada num mês frio, serve para aquecer e unir as pessoas em seu redor.  Os fogos  se originaram na China, também como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas. São elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para acordar São João com o barulho.
            Os padres jesuítas trouxeram a tradição de São João, e os índios, que já adoravam dançar ao pé do fogo, aprovaram. As brasas da fogueira são um exemplo dessas tradições: assim que se apagam, devem ser guardadas. Conserva desse modo, um poder de talismã que garante uma vida longa a quem segue o ritual. Talvez por isso algumas superstições dizem que faz mal brincar com fogo, urinar ou cuspir nas brasas ou arrumar a fogueira com os pés.
            No dia 24 de Junho celebra-se a festa de São João, há também variações, pois em alguns lugares considera-se como São João Batista, como acontece em Itaobim no distrito que ganhou o nome deste santo e seu padroeiro entronizado em igreja ao centro deste povoado como: São João Batista; mas afinal quem foi São João?
Aquele que o arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, Isabel, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
            Ele foi o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado; protetor das doenças infantis.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA VELA

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A HISTÓRIA DA VELA?

Um ato comum de muita gente, é acender uma vela, seja por devoção, seja para decorar ou aromatizar um ambiente, existem velas em vários formatos, tamanhos, cores e perfumes, mas a vela  teria surgido no século X antes de Cristo, confeccionadas a partir de juncos, besuntados com sebo (gordura animal), por volta do ano 50.000 a.C. eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais de parafina. A gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido.
Na Idade Média criou-se as velas a partir da cera de abelhas, pois o sebo dos animais causava um odor desagradável, mas utilizavam os dois modos de vela, sendo a segunda vendida por valor alto, devido a necessidade de muita cera, desta forma surge artesãos, especializados nesta fabricação; estes criaram adereços para a colocação das velas como: castiçais de madeira ou de prata, tornando o comércio ainda mais  lucrativo.
Tem-se relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio
No século XVI as velas passam a ser vendidas a preços mais populares, criando inclusive suportes mais simples, somente com o surgimento do gás no século XIX as velas começam a ser substituídas, mas nas camadas pobres este tipo de iluminação perdurou por muito tempo. Para proteger a indústria, o governo inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial.

Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhorias ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão. Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje, mas as velas ganharam incrementos e continuam com toda sofisticação em lugares profanos, santos ou sem nenhuma designação, pois as velas conservam  a crença da esperança, harmonia e paz aos lugares em que se faz uso de manter vela acesa.

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